2018-07-18

O Quarteto Contratempus venceu o BfK Awards*, na edição 2018 do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves, com o projeto “As sete mulheres de Jeremias Epicentro”, uma ópera cómica com tecnologias wearable. Na prática, trata-se do desenvolvimento de dispositivos vestíveis por atores e cantores, com os quais podem manipular em tempo real a cenografia do espetáculo, o som, luz e vídeo. O sistema integra um controlador digital em formato de luva que interpreta os gestos físicos dos artistas e comunica com um computador, permitindo controlar uma cenografia digital interativa.

“Temos a manipulação de som em tempo real, através da captação do som dos instrumentos e a sua transformação. Temos a deteção de gestos para lançamento de faixas áudio e a manipulação de som dentro de uma escala pré-definida. O dispositivo oferece ainda a capacidade de manipular conteúdos vídeo e luz” esclarece a Soprano Teresa Nunes, cofundadora do Quarteto Contratempus.

Aqui, a inovação reside na adaptação de sensores utilizados em equipamentos protésicos para fisioterapia remota, que o investigador Hugo Mesquita aplicou para o desenvolvimento de hardware que consiga controlar audiovisuais em palco, numa parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Além de receber a distinção BfK Awards, o Quarteto Contratempus mereceu também o 3º lugar do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves, onde estava a concurso na categoria “Música e Artes do Espetáculo”.

 

*A distinção BfK Awards é cofinanciada pela União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, enquadrado no Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020) do Portugal 2020.

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